Nunca do Mesmo Jeito


 
 

Pensamento e Ação

"O movimento não é progresso, assim como a atividade não é realização. O esquilo na sua gaiola rotativa faz movimento e mostra atividade sem chegar a parte alguma. Quem se deixa ir ao sabor das ondas pode ter grande atividade mas mover-se para trás. A sua energia pode dissipar-se, como o vapor de água no espaço vazio, se falar demais sobre os seus planos. Seja um executor, não um falador.

«Pense», sim, mas não divague até outra pessoa pensar, resolver e agir. O homem que tem de ser convencido a agir antes de entrar em atividade não é um homem de ação... tem de agir conforme respira. Proceda como se fosse impossível falhar. Só as suas ações determinam e mostram o seu valor. Se ficar recostado e quieto a ver o mundo passar - o mundo passa mesmo. Não há nenhuma força do destino a planear a vida dos homens. O que nos sucede, de bom ou de mau, é quase sempre o resultado da nossa ação ou da falta dela. A ação é a base de qualquer realização."

Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'



Categoria: Caminhada de outros
Escrito por Liza às 16h52
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Distúrbio de personalidade borderline

 

Novo estudo oferece uma visão esclarecedora das fronteiras da mente

por Andreas Meyer-Lindenberg

 O distúrbio de personalidade borderline (DPB) ou fronteiriço é um dos transtornos mentais mais lesivos. Ele é responsável por cerca de 10% de pacientes em atendimento psiquiátrico e 20% de pacientes com necessidade de internação. Uma característica o DPB é a instabilidade na vida do paciente, principalmente quando se trata de relacionamentos pessoais. Os pacientes DPB também têm dificuldade de controlar seus impulsos e moderar as emoções.

Os relacionamentos íntimos desses pacientes são quase sempre tumultuados e comprometidos por comportamentos altamente imprevisíveis que podem deixar outras pessoas irritadas e assustadas. Um exemplo bem conhecido, embora dramatizado, é a personagem de Glenn Close no filme ‘Atração Fatal’. No entanto, apesar da importância, os mecanismos cerebrais que poderiam provocar esse distúrbio, ainda são pouco conhecidos. Em recente publicação na Science, Brooks King-Casas e colegas da Baylor College of Medicine fornecem uma visão esclarecedora da mente das pessoas que sofrem de DPB.

Nesse estudo, pacientes e um grupo de controle formado por pessoas sadias participam de um jogo em que o dinheiro é trocado entre um investidor, que decide quanto vai investir, e um gestor que decide quanto do investimento, que será triplicado durante a movimentação, será pago no resgate. Se, por exemplo, o investidor decide investir US$ 10, o gestor terá US$ 30 para dividir por três. Embora à primeira vista pareça um jogo sobre investimento financeiro, na verdade é sobre o desenvolvimento da confiança. Se ambos os jogadores cooperarem, ambos se beneficiarão muito mais com o negócio, que se o investidor ficar com a maior parte do dinheiro.

Essa transação exige um grau de confiança entre os parceiros, que é construído, pela repetição de ofertas justas. Um investidor que não confia no outro não aplica muito dinheiro. Este tipo de aplicação, muito cauteloso, foi exatamente o que aconteceu no final dos jogos com gestores portadores de DPB, indicando que eles tiveram dificuldade em estabelecer e manter uma cooperação nos relacionamentos. Os jogadores de controle, sem DPB, pelo contrário, tiveram altos lucros no final do jogo. Eles conseguiram ganhar muito dinheiro utilizando uma estratégia de persuasão na qual investidores receosos que aplicam pequenas quantias de dinheiro foram encorajados pelos generosos lucros, o que indica confiança. O estudo mostrou que os jogadores de controle usaram essa estratégia duas vezes mais que os portadores de DPB.

Esses resultados suscitaram novas perguntas. Por exemplo: O que provoca esse comportamento cerebral? A maioria das pesquisas indica que o DPB em geral surge da combinação de uma predisposição genética e um trauma sério na primeira infância. Nem todos que sofreram traumas quando crianças desenvolvem DPB, mas uma combinação de genes de risco pode tornar o impacto do trauma no desenvolvimento cerebral mais grave e permanente. Pelo fato de nenhuma região cerebral funcionar de forma isolada, é importante identificar completamente que redes cerebrais estão envolvidas nesse processo.

Fonte: Scientific American Brasil

 



Categoria: Pesquisas
Escrito por Liza às 13h33
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Poema

Agora Mesmo

Está gente a morrer agora mesmo em qualquer lado
Está gente a morrer e nós também

Está gente a despedir-se sem saber que para
Sempre
Este som já passou Este gesto também
Ninguém se banha duas vezes no mesmo instante
Tu próprio te despedes de ti próprio
Não és o mesmo que escreveu o verso atrás
Já estás diferente neste verso e vais com ele

Os amantes agarram-se desesperadamente
Eis como se beijam e mordem e por vezes choram
Mais do que ninguém eles sabem que estão a
                               [despedir-se

A Terra gira e nós também A Terra morre e nós
Também
Não é possível parar o turbilhão
Há um ciclone invisível em cada instante
Os pássaros voam sobre a própria despedida
As folhas vão-se e nós
Também
Não é vento É movimento fluir do tempo amor e morte
Agora mesmo e para todo o sempre
Amen

Manuel Alegre, in "Chegar Aqui"


Escrito por Liza às 17h38
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Poema

Paz!

E a Vida foi, e é assim, e não melhora.
Esforço inutil, crê! Tudo é illuzão...
Quantos não scismam n'isso mesmo a esta hora
Com uma taça, ou um punhal na mão!

Mas a Arte, o Lar, um filho, Antonio? Embora!
Chymeras, sonhos, bolas de sabão.
E a tortura do além e quem lá mora!
Isso é, talvez, minha unica afflicção...

Toda a dor pode suspportar-se, toda!
Mesmo a da noiva morta em plena boda,
Que por mortalha leva... essa que traz...

Mas uma não: é a dor do pensamento!
Ai quem me dera entrar n'esse convento
Que ha além da Morte e que se chama A Paz!

António Nobre (poeta português)


Escrito por Liza às 17h21
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"Levantarmo-nos de manhã não é bom; Beber de manhã é o melhor"

Autor: François Rabelais - escritor



Categoria: Citação
Escrito por Liza às 12h31
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Alívio Imediato

O melhor esconderijo, a maior escuridão
Já não servem de abrigo, já não dão proteção
A Líbia bombardeada, a libido e o ví­rus
O poder, o pudor, os lábios e o batom

Que a chuva caia
Como uma luva
Um dilúvio
Um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato

Que a noite caia
De repente caia
Tão demente
Quanto um raio
Que a noite traga
Alí­vio imediato

Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossã­veis
E quebra o silêncio e parte o coração

Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de berlin dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
Duas alemanhas, duas coréias
Tudo se divide, todos se separam

Que a chuva caia
Como uma luva
Um dilúvio
Um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato

Que a noite caia
De repente caia
Tão demente
Quanto um raio
Que a noite traga
Alí­vio imediato

(Engenheiros do Hawaii)



Escrito por Liza às 17h45
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O Céu

O céu colabora na nossa vida íntima, vive conosco, acompanha-nos na mudança do nosso ser; é um confidente, é um consolador; invoca-se, fala-se-lhe. Olhar o céu é, nos nossos climas, uma ocasião de viver: instintivamente, voltamos para ele os nossos olhos. O poeta meridional, cheio de imagens e de cores, contempla-o; o burguês trivial, admira-o; pela manhã, abre-se a janela e vai-se ver o céu! É um íntimo sempre presente na nossa vida; o nosso estado depende dele: enevoado, entristece-nos; claro e lúcido, alegra-nos; cheio de nuvens elétricas, enerva-nos. É no Céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança. A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no. Eça de Queirós



Categoria: Caminhada de outros
Escrito por Liza às 22h57
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Como nuvens pelo céu passam os sonhos por mim...

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.

São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

Fernando Pessoa

Escrito por Liza às 00h45
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"As crianças acham tudo em nada, os homens não acham nada em tudo"

Autor: Giacomo Leopardi



Categoria: Citação
Escrito por Liza às 18h08
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"Porquê dar conhecimento das nossas opiniões? Amanhã, podemos ter outras"

Autor: Paul Léautaud



Categoria: Citação
Escrito por Liza às 17h30
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