Nunca do Mesmo Jeito

Caminhada de outros


 
 

Pensamento e Ação

"O movimento não é progresso, assim como a atividade não é realização. O esquilo na sua gaiola rotativa faz movimento e mostra atividade sem chegar a parte alguma. Quem se deixa ir ao sabor das ondas pode ter grande atividade mas mover-se para trás. A sua energia pode dissipar-se, como o vapor de água no espaço vazio, se falar demais sobre os seus planos. Seja um executor, não um falador.

«Pense», sim, mas não divague até outra pessoa pensar, resolver e agir. O homem que tem de ser convencido a agir antes de entrar em atividade não é um homem de ação... tem de agir conforme respira. Proceda como se fosse impossível falhar. Só as suas ações determinam e mostram o seu valor. Se ficar recostado e quieto a ver o mundo passar - o mundo passa mesmo. Não há nenhuma força do destino a planear a vida dos homens. O que nos sucede, de bom ou de mau, é quase sempre o resultado da nossa ação ou da falta dela. A ação é a base de qualquer realização."

Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'



Escrito por Liza às 16h52
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O Céu

O céu colabora na nossa vida íntima, vive conosco, acompanha-nos na mudança do nosso ser; é um confidente, é um consolador; invoca-se, fala-se-lhe. Olhar o céu é, nos nossos climas, uma ocasião de viver: instintivamente, voltamos para ele os nossos olhos. O poeta meridional, cheio de imagens e de cores, contempla-o; o burguês trivial, admira-o; pela manhã, abre-se a janela e vai-se ver o céu! É um íntimo sempre presente na nossa vida; o nosso estado depende dele: enevoado, entristece-nos; claro e lúcido, alegra-nos; cheio de nuvens elétricas, enerva-nos. É no Céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança. A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no. Eça de Queirós



Escrito por Liza às 22h57
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A Felicidade e as Idades da Vida

O que torna infeliz a primeira metade da vida, que apresenta tantas vantagens em relação à segunda, é a busca da felicidade, com base no firme pressuposto de que esta deva ser encontrável na vida: o resultado são esperanças e insatisfações continuamente frustradas. Visualizamos imagens enganosas de uma felicidade sonhada e indeterminada, entre figuras escolhidas por capricho, e procuramos em vão o seu arquétipo. Na segunda metade da vida, a preocupação com a infelicidade toma o lugar da aspiração sempre insatisfeita à felicidade; no entanto, encontrar um remédio para tal problema é objetivamente possível. De fato, a essa altura já estamos finalmente curados do pressuposto há pouco mencionado e buscamos apenas tranquilidade e a maior ausência de dor possível, o que pode ocasionar um estado consideravelmente mais satisfatório do que o primeiro, visto que ele deseja algo atingível, e que prevalece sobre as privações que caracterizam a segunda metade da vida. Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz'



Escrito por Liza às 22h39
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Limitado mas Completo

O indivíduo mais limitado pode ser completo, se se move dentro das fronteiras das suas capacidades e das suas disposições pessoais. Pelo contrário, acontece que aquilo que noutros são qualidades incomparáveis, podem ser obscurecidas, apagadas ou mesmo aniquiladas, se se desfaz aquele equilíbrio imprescindível. E este mal há-de tornar-se ainda mais evidente nos tempos modernos; pois quem será capaz de satisfazer as exigências de um presente que não pára de crescer e que aliás cresce cada vez mais depressa? Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'



Escrito por Liza às 23h34
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"Aquele que melhor goza da riqueza é o que menos necessita da riqueza. Quem necessita de riqueza está em ânsias por ela; ora ninguém goza um bem que é fonte de preocupações. Procura sempre acrescentar-lhe qualquer coisa, e enquanto pensa em aumentá-la, esquece-se de tirar dela partido. Confere as contas, gasta as lages do foro, compulsa os registos dos juros: em vez de dono dos bens, torna-se guarda-livros!"

Séneca, in 'Cartas a Lucílio'



Escrito por Liza às 10h18
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